Devido a solicitação nossa, tomou o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda na Assembleia da República, a iniciativa de questionar o Governo (Ministério do Trabalho e Solidariedade Social) sobre a grave situação dos trabalhadores destas empresas, com salários em atraso e sobre a degradação social, consequência da falta de novos empregos e fecho dos poucos existentes.
Vimos agora dar conta da resposta do Ministério do Trabalho e Segurança Social.
Em vez de agir e proteger os restos de atividade económica ainda existente no concelho, refugia-se o Governo na frieza e formalismo da Lei, deixando que o desemprego alastre.
Perante o documento ministerial ficamos a saber que as três empresas têm avultadas dívidas ao fisco e à segurança social. Os trabalhadores têm salários em atraso. Quanto a estes, a lei concede-lhes uma de duas alternativas: suspensão ou extinção (resolução) do contrato de trabalho, tendo direito ao subsídio de desemprego.
Mas o que interessa a todos não é esta solução, o que é do interesse de toda a população é que estes postos de trabalho não se percam. Se os atuais gestores levaram as empresas a esta situação, então o Governo que lhes cancele as licenças de exploração dos granitos e nomeie para lá gestores competentes.
A riqueza de um país e de um povo mede-se por aquilo que produz, fruto do seu trabalho. Vivendo o país uma grave crise social e económica qual a resposta que o Governo dá aos trabalhadores?
- DESEMPREGO!
Além dos postos de trabalho que se perdem, não se vislumbrando a criação de novos, uma solução destas vai sobrecarregar o já transbordante sistema de apoio social, subsídio de desemprego, mais gente desempregada significa mais encargos para o Estado e mais dinheiro retirado aos impostos, impede que o subsídio seja substancialmente melhorado porque o dinheiro tem que ser dividido por mais pessoas e não resolve, antes agrava o problema desta gente.
O que vão estas pessoas fazer? E as suas famílias? Viver durante algum tempo do subsídio de desemprego e depois? Para isso o Governo não tem resposta.
“Quando o pão que comes sabe a merda,
O que faz falta?
O que faz falta é avisar a malta,
O que faz falta é animar a malta,
O que faz falta é dar poder à malta!”
Era assim que cantava o Zeca Afonso, poeta, músico e cantor do povo.
Pois nós dizemos-vos que neste momento difícil o QUE TÊM QUE FAZER É LUTAR!
Ficar parado por ter medo é ser vencido, é morrer aos poucos e sem dignidade.
A luta é vossa! Estamos disponíveis para lutar ao vosso lado!
Núcleo do Bloco de Nisa, sábado 13 de Fevereiro de 2010
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