Tem andado na boca do mundo, todos os dias nas páginas de economia dos jornais, nos blocos de noticias da TV ou da rádio, a sua presença é constante, e cada vez mais preocupante nestes dias que se aproximam, mas é sem margem para duvidas no bolso e na carteira de todos nós que ele mais se faz sentir e tem como nome DÉFICE.
O Défice Público (ou Défice Orçamental), como lhe queiram chamar, corresponde ao saldo negativo das Contas Públicas, ou seja, à diferença entre as despesas do Estado e as suas receitas durante um determinado período de tempo (geralmente considera-se o período um ano), e as previsões para Portugal em 2010, apontam para um valor do défice das contas públicas de 8,3%, mas o mais grave é que a acompanhar estes números vêm outros e esses sim muito preocupantes para todos os portugueses, que é o DESEMPREGO, com uma taxa já a ultrapassar os 10%.
Artigo de José Leandro
Que futuro teremos nós, como colectivo, com estes números sempre em crescente, tanto da dívida como do desemprego? O que reservamos para a geração seguinte? Um mostro sem cabeça que se auto-alimenta de receitas imaginárias?
Nestes últimos dias circulou a notícia em forma de opinião de dois deputados alemães, o liberal Frank Schäffler e o democrata-cristão Josef Schlarmann, presidente da associação conservadora para pequenas e médias empresas , e recomendavam à Grécia –na sua difícil situação económica, a venda de algumas das suas ilhas desabitadas, como forma de obter receitas extraordinárias, para abater no seu descontrolado défice público.
E dei por mim a pensar, ao estado que isto já chegou…Vender as ilhas… mas como é que ainda ninguém teria chegado a esta brilhante (e idiota) ideia, destes dois alemães.
Sendo assim, já vou poder pedir mais um empréstimo para comprar o novo LCD Leds, que acabou de chegar às lojas de electrodomésticos, assim como uma série de pequenas coisas que não me fazem falta, mas que é sempre bom ter em casa, porque o nosso vizinho também irá ter, certamente.
Isto tudo graças a deus, ás nossas “queridas” ilhas, que vão ser a nossa salvação e assim conseguir em 2013 atingir o défice de 3% e finalmente equilibrar as nossas “continhas”.
Mas como não há noticias boas que durem sempre, neste caso e para não fugir à regra o governo grego optou pelo mais fácil : o congelamento de pensões, redução de salários de funcionários públicos, e aumento dos impostos.
Só nos resta mesmo a esperança nas ilhas portuguesas, principalmente nas Berlengas onde germina, quiçá, um futuro risonho. E um possível paraíso fiscal.
José Leandro Lopes Semedo
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