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Movimento Protejo considera "acto de prepotência grave" aprovação de novo transvase espanhol

307208“Um acto de prepotência com graves consequências para Portugal” foi como o porta-voz do movimento pelo Tejo – ProTejo, definiu a aprovação de um novo transvase em Espanha, decidida quinta-feira. Em declarações à agência Lusa, Paulo Constantino afirmou que a decisão da Comissão de Exploração espanhola do Transvase Tejo Segura de transvasar 230 hectómetros cúbicos para Múrcia e Valência “leva a que o rio esteja estrangulado em território espanhol, especialmente na sua passagem pela província de Toledo”.
“O rio Tejo apresenta esta mesma imagem em Portugal”, acrescentou o dirigente, tendo afirmado ser “triste que a água que deveria correr Tejo abaixo, o faça por um transvase artificial”, o Transvase Tejo Segura.

“Aqui”, continuou, “à falta de caudais do Médio Tejo espanhol acrescenta-se a gestão das barragens da Estremadura e Portugal, onde os verdadeiros donos do Tejo são as hidroeléctricas, e onde a gestão do rio se rege por parâmetros de optimização da produção de energia hidroeléctrica, secundarizando absolutamente as questões ambientais e os caudais que não são entregues a Portugal nem deixados correr até à foz”.

A decisão de aprovar o novo transvase, advogou, “mostra a má política hidrológica e ambiental espanhola aplicada a um rio, que ao invés de um elemento ambiental e social, se tornou uma mercadoria sujeita aos interesses políticos".

Segundo afirmou o dirigente associativo, “o novo transvase agora aprovado tem implicações directas no troço do rio em Portugal, com uma asfixia e estrangulamentos contínuos que poderão resultar na morte do rio Tejo pela exploração insustentável quer dos transvases quer da gestão hidroeléctrica".

Paulo Constantino disse ainda à Lusa que, com a aprovação do novo transvase, “fica comprovado” que a Convenção de Albufeira, que regula a gestão internacional do rio Tejo, “é um simples pedaço de papel face à teimosa realidade dos lucros da indústria privada”.

Segundo acrescentou, os grupos de cidadãos em Portugal e em Espanha que estão “empenhados pela recuperação do rio” Tejo “denunciam e protestam contra esta situação”.

“O Tejo já não pode continuar a ser uma mercadoria”, concluiu.

23.07.2010 - 18:01 Por Lusa

 
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No período de intervenção do público, entre outros, participaram os membros do MporM. Fernando Gomes iniciou a sua intervenção cumprimentando os novos membros da Assembleia, pedindo que estes fossem mais interventivos, em prol do desenvolvimento do Concelho, e seguidamente questionou o executivo:
(1) sobre o InfoMarvão, visto que na última Reunião de Câmara o executivo disse que este sairia até ao final do ano e também pelo facto de no orçamento não haver nenhuma verba alocada para esta publicação;
(2) acerca das obras da rede de infra-estruturas em Marvão tentou perceber se a obra já tinha sido entregue ou não; (
3) sobre o Centro de Multimédia de Santo António das Areias, que no últimos anos figurou no Orçamento do Município, e subitamente deixou de ser uma preocupação para o executivo;
(4) o orçamento de 2009 foi publicitado como sendo fruto de um processo participativo, e assim sendo em 2010 qual foi a participação da população.

Continuar...